Mostrando postagens com marcador Psicopedagogia das Idades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicopedagogia das Idades. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PSICOPEDAGOGIA DAS IDADES - 12 A 14 ANOS


Há necessidade de uma certa flexibilidade para determinar o início e o fim das diversas etapas do desenvolvimento. O menino ou menina que está entrando na adolescência é diferente daquele ou daquela que já está em plena adolescência. O pré-adolescente (12 - 14 anos) está numa idade de transição entre criança e adolescente e vê-se que tal fase é freqüentemente esquecida no plano do ensino religioso e da catequese. Os educadores e os catequistas não sabem como interessá-los, como tratá-los e ficam desanimados diante de determinadas atitudes. O educador precisa, portanto, procurar compreender o que leva os pré-adolescentes a terem atitudes de indisciplina, crítica, instabilidade e agitação a fim de procederem mais eficazmente.

1 - PSICOLOGIA
É um período original, fase de transição entre criança e adolescente. Há uma ruptura do círculo infantil, um vai e vem entre os interesses próprios da infância e da adolescência e busca de uma personalidade nova, mas num nível exterior e sensível. Vejamos, portanto, algumas características desta fase:

A- Liberdade que desperta1. O pré-adolescente se afirma, opondo-se (fase de oposição):
• a oposição pode ser violenta e exterior: algazarra, originalidade e crítica;
• não convém ao educador dobrá-los à força mas procurar orientá-los e motivá-los.
• formam grupos unidos na camaradagem que ainda não é amizade.

2. Instabilidade - às vezes torna-se criança dócil, afetuosa, procura proteção e aprovação do adulto; outras vezes, assume o papel de moça ou rapaz, libertando-se ostensivamente da influência do adulto.

B - Personalidade que se buscaO pré-adolescente não se satisfaz com o mundo da criança e procura tudo que lhe permita entrar no mundo dos adultos. Procura nos adultos atitudes exteriores que possa imitar. Os valores que atraem são diferentes para os dois sexos:
• meninos - valores de ação exterior: coragem, força, trabalho, gosto da criação;
• meninas - amor, sentimento, o dom de si, o devotamento ao próximo.
A revolução fisiológica da puberdade faz com que desperte neles um interesse marcante por tudo o que diz
respeito ao corpo e aos problemas da vida.

C- Personalidade com sonhos de grandezaEssa idade é muito idealista:
• fervor imaginativo e heróico; ação entusiasta, mas pouco perseverante.
Os pré-adolescentes são capazes de grandes projetos, mas nem sempre os realizam e tendem a desanimar por causa disso. O educador deve sustentar seus esforços de generosidade e de dedicação, tornando-os confiantes, apesar dos fracassos. Essa necessidade de beleza moral e de grandeza, faz com que o pré-adolescente seja muito sensível aos exemplos do herói. O educador conseguirá tanto mais êxito quanto mais ele mesmo encarnar, para os pré-adolescentes, esse impulso para uma vida maior, mais intensa. O testemunho do educador da fé, seu exemplo de vida, é mais importante do que seus conselhos, proibições, etc. Deve ser uma pessoa que saiba atrair para Cristo.

2 - CONSCIÊNCIA MORAL E RELIGIOSA
A - Moral
1. semelhante à etapa dos 9 aos 12 anos - é a idade da lei, casuística e moralizadora.
2. sente, entretanto, necessidade de uma liberdade moral: recusa uma lei imposta de fora.

B - Religiosa
• orienta-se para um Deus mais pessoal;
• procura certa eficácia na Religião;
• nem sempre gosta de participar de atos litúrgicos.
3 – A EDUCAÇÃO DA FÉ1. O ensino religioso deve se basear numa preocupação doutrinal sólida e clara pois esta idade é exigente do ponto de vista intelectual.
2. O catequista deve levar o adolescente a unir suas descobertas com a mensagem cristã - ter uma visão cristã da vida.
3. Procuremos educar-lhe a liberdade nascente. “A liberdade do homem encontra a sua verdadeira e plena realização na aceitação da lei moral dada por Deus.” (V.S. 35).
Alguns caminhos possíveis

A- Conteúdo mais explicitamente doutrinal.• Cristo revelando a grandeza de Deus e também a do homem.
• Cristo ensinando a verdadeira liberdade.

B- Linha histórica - Heróis do Antigo e Novo Testamento e outros heróis da Fé.

C- Temas da atualidade
-> Aproveitar acontecimentos da vida real e confrontar com a mensagem cristã.
“A criação de um ambiente educativo da fé é uma exigência não só metodológica, mas de conteúdo, especialmente em se tratando de crianças e jovens. Eles necessitam de apoio, acolhida, alegria, presença fraterna de educadores adultos, além de um mínimo de estruturação de suas atividades.” (CR - 137)
4 - PROCESSOS PEDAGÓGICOS
Faz-se necessário um novo estilo: sério, alegre sem ser vulgar, provocativo para o Transcendente, para o desejo de ultrapassar-se na busca da Verdade, da Ideal e da Vida.
1. Novo ritmo de palestra: diálogo orientado pelo educador; proporcionar descobertas em vez de transmiti-las.

2. Atividades que respondam a sua curiosidade intelectual e necessidade de atividade.

Sugestões-> visitas, entrevistas;
-> utilização de filmes; músicas; poesias
-> testemunhos de cristãos atuantes
-> painéis, álbuns coletivos;
-> trabalhos de pesquisa partindo sempre de documentação.

“É importante que, já como adolescentes e jovens, realizem ações transformadoras no seu ambiente específico” (CR - 137).
“O grupo tem uma importante função nos processos de desenvolvimento das pessoas. Isto vale também tanto para a catequese das crianças, favorecendo a boa socialização das mesmas, quanto para a catequese dos jovens, para os quais o grupo constitui uma necessidade vital na formação da sua personalidade, e até mesmo para os adultos entre os quais se promove um estilo de diálogo, de compartilha e de co-responsabilidade cristã. (...) Além de ser um fator didático, o grupo cristão é chamada a ser experiência de comunidade e forma de participação à vida eclesial, encontrando na mais ampla comunidade eucarística, a sua meta e a sua plena manifestação. Jesus disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles ”(Mt 18,20) – (DGC 159).

FONTE: iicarjcriadolerj.blogspot.com.bR

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Psicopedagogia das Idades



O SER HUMANO É UM GRANDE DOM DE DEUS.
A educação da fé deve penetrar na vida da criança, do adolescente e do jovem. A palavra de Deus é a mesma para todas as pessoas, mas cada idade tem uma maneira diferente de receber a mensagem.
A criança é um grande tesouro que Deus confiou à humanidade porque é uma vida a ser desenvolvida.
PRIMEIRA FASE: 01 aos 03 ANOS
a) A descoberta do mundo exterior - a criança acorda para a vida humana; a criança, no seu desenvolvimento, sente necessidade de mover-se, ensaia os primeiros passos. Sua linguagem é concreta: mamãe, papai, gato, etc.
b) O meio humano: a família - é a família que oferece um clima de segurança, de afeição e de alegria de que a criança precisa tanto; é neste ambiente que a criança vai desenvolver-se, através da imitação: a criança olha para quem ama e imita os seus gestos.
SEGUNDA FASE: 04 aos 07 ANOS
a) O globalismo - é a fase em que a criança vê tudo globalmente.
b) O egocentrismo - nesta idade a criança não distingue o mundo independente de si mesma. Tudo o que existe é dela. Exemplo: mamãe é minha.
c) Acontece a primeira "crise" - se sente limitada pela vontade dos outros se tornar "criança difícil". É nesta idade, começam a descobrir as diferenças anatômicas entre menino e menina e a perceber que cada um tem um papel diferente na sociedade.
TERCEIRA FASE: 07 aos 09 ANOS
Aqui temos a criança mais crescida, mais calma.
a) Ritmo lento e meditativo - a criança necessita de tempo para olhar, escutar, assimilar.
b) Faculdade de maravilhar-se - a criança é capaz de permanecer muito tempo em admiração prolongada e sabe, por exemplo, meditar diante de uma flor.
c) Idade da razão - é a idade dos "porquês". A criança quer saber tudo, o por que como. Começa a racionar, mas não sabe ainda compreender idéias abstratas.
d) Despertar da consciência moral - vai-se tornando capaz de distinguir o bem do mal. É o nascimento da liberdade.
e) Despertar da realidade pelos seus atos - querendo saber da razão das coisas, começando a saber o que é certo e o que é errado, a criança aos poucos torna-se consciente da responsabilidade de seus atos.
f) Gosto de saber - o vocabulário da criança cresce. Quer ler tudo. Deve-se tirar proveito disto oferecendo-lhe boas leituras.
g) Idade das relações pessoais - idade em que a criança começa a desenvolver-se em relação a outras pessoas. Agora ela percebe que também faz parte de um grupo: vizinhos, a turma do colégio.
QUARTA FASE: 09 aos 12 ANOS
a) Idade da ação - a criança interessa-se pelo que ver, toca ou pode medir.
b) Idade do hábito e da memória - a criança tem uma grande capacidade de memorizar. Memoriza facilmente o que aprende e gosta mesmo de memorizar. Gosta de regras. É a época dos jogos bem definidos, fórmulas já prontas. Gosta de apresentar o trabalho sempre do mesmo jeito.
c) Idade do conformismo social - a criança sente-se atraída pela sociedade que a cerca. Gosta de está com outro colegas. É a idade do grupo de amigos. É a idade do conformismo - de agir sempre como e com os outros.
QUINTA FASE: 12 aos 14 ANOS - PRÉ ADOLESCÊNCIA
Nesta fase, notará sem grande esforço que a criança via passando por modificações rápidas e profundas. Aventuras, espinhas, explosões de temperamento, vontade de chorar, crises de riso. Tudo isso é a pré e a adolescência. É em que não se é adulto para fazer certas coisas, mas se é repreendido por agir como uma criança.
Pesquisas mostram que a puberdade precoce é um fenômeno das grandes cidades, pela superexposição das crianças às imagens sexuais.
O adolescente está criando sua própria identidade e está extremamente confuso. Não sabe quem é, não sabe se é criança ou se é adulto, está sendo pressionado por dentro por impulsos agressivos, desejos sexuais, insegurança e não sabe como lidar com isso. De fora, vêm uma série de cobrança de uma sociedade com mudanças muito rápidas.
Mas o que é "mesmo entrar na adolescência?" Para o pré-adolescente, será verdade tudo aquilo que ele descobrir.
Nesta época, o grupo da Infância e Adolescência Missionária é de fundamental importância. O assessor(a) tem de ser acima de tudo, amigo(a) dos pré-adolescentes e adolescentes para poder animá-los e orientá-los bem. Tratá-los com amor, mas com muita paciência. Tomar cuidado para tratá-los todos igualmente, evitando preferências.
Nesta fase, o assessor(a) deverá orientar os pré-adolescentes para o caminho da doação e do amor... Mostrando que por este caminho se chega todos os dias e nunca se chega completamente. Orientá-los para como a lealdade, sinceridade.
Dom Bosco dizia: "Os jovens não só precisam ser amados, mas saber que são amados.”